quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Uso de Gente e Nós

Afinal de contas, podemos ou não utilizar a expressão "a gente" no lugar de "nós" ? Dizer que não há problema nenhum em usarmos a expressão no dia-a-dia, na linguagem coloquial, contraria muitas pessoas, para quem esse uso da palavra "gente" deveria ser abolido de vez.

Evidentemente não é possível eliminar a expressão da língua do Brasil, mesmo  pre="mesmo ">porque seu uso já está mais do que consagrado. Mas quando ela é de fato mais lícita? No bate-papo, na linguagem informal. No texto formal, ela está fora de questão. Mas, uma vez usada, como deve ser a concordância? É "a gente gente ">quer" ou a "gente queremos"? A maneira correta é:

A gente quer.
Nós queremos.


O uso da expressão "a gente" em substituição a "nós" é tão forte que algumas vezes dá origem a confusões. 

É tão forte a idéia de " pre="de ">gente" no lugar de "nós" que nem faria muito sentido outro pronome pronome ">possessivo para "gente", não é? O "nossa" é pronome possessivo da 1ª pessoa do plural e, portanto, deveria ser usado com o pronome "nós":

"Nós dançamos a nossa dança".


Na linguagem coloquial, no entanto, diz-se sem problema "a gente dança a nossa dança", "a gente não fez nosso nosso ">dever", "a gente não sabia de nosso potencial" etc.

No bate-papo, no dia-a-dia, na canção popular, não seria inadequado o emprego da palavra "gente" — que nos perdoem os puristas, os radicais, os conservadores. Só não é possível aceitar construções como "a gente queremos". Isso já seria um pouco excessivo.

Fonte: Nossa Língua Portuguesa (http://www.tvcultura.com.br/aloescola/linguaportuguesa/)